segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bem-vindos ao fim do mundo!

Eu, sinceramente, gostaria que esses imundos que jogam lixo na rua ficassem um dia presos numa das milhares de enchentes que acometem São Paulo a cada chuvinha de 15 minutos.

Gostaria que a água tomasse o teto do carro deles com a velocidade de um foguete. Ou que ao caminhar no meio da rua, um pedestre desses bem porquinhos, fosse engolido por uma cratera cheia de lixo jogada por pessoas do mesmo perfil. Vale tudo, de latinha de ice tea de pêssego a restos alimentares. Quem sabe no meio daquele desequilíbrio da falta de higiene pessoal esses miseráveis se recordem de todas as vezes que atiraram nas ruas suas porquices?

O fim do mundo é agora, não precisamos esperar por 2012.

Eu acredito nos maias.

E não pense que você não tem nada a ver com isso!

O palitinho do seu picolé de frutas jogado na porta do restaurante também vai para o bueiro. E não entra, pq como você, outras muitas pessoas têm a mesma atitude.

A educação e a limpeza não têm sexo, idade, classe social ou sei lá mais o que. Independente da condição da pessoa, ter consideração pelo ambiente é algo ensinado e cultivado desde o berço, além de um bom caráter nato.

Outro dia eu parei no pão de açúcar para comprar leite desnatado, quando uma perua de uns 60 anos, perfumada até as tampas, iluminada por suas correntes douradas, desceu do carro e caminhou ao mercado. Antes de chegar ao seu destino, ela jogou no chão do estacionamento uma sacola plástica grande e cheia de coisa no CHÃO, sendo que com mais 15 passos ela poderia colocar o entulho numa lixeira gigantesca posicionada na entrada do supermercado.

Eu não demorei 2 segundos para ir atrás dela, cutucá-la no ombro e dizer: "Senhora, como vai? Bem, acho que vc esqueceu aquela sacola ali no chão, certo?"

A cover da Hebe me olhou assustada, bem sem-graça e não esperei que ela se justificasse, sai andando.

Custa jogar lixo no lixo?

Juro, meu carro é cheio de tralhas, tenho lá meu saquinho para entulhos e não tenho a coragem, tampouco a cara de pau, de jogar um papel de balas que seja nas ruas que eu transito.

Todos nós temos culpa dessa catástrofe climática, porém vivemos na inércia, ninguém faz nada nunca.

Você sabia que as operadoras de telefonia móvel e as lojas de celulares recebem seu aparelho obsoleto ou quebrado para dar um fim decente ao lixo eletrônico que não se decompõe na Terra?

Pq não levar esse tipo de tranqueira ao local correto, ao invés de jogar no lixo do seu banheiro?

O mundo está míope e eu fico desesperada. Ontem, ao sair do teatro peguei um temporal daqueles, em 2 minutos q fiquei parada no farol, o bueiro da São Luís jorrava água. Eu tenho reparado mais nisso e volta e meia vejo de sofás a bicicletas no meio da rua. Fico imaginando como é a casa de alguém que joga um sofá no meio da rua. Puta merda!

Custa procurar o destino certo para seu próprio lixo?

A falta de educação, de higiene e a preguiça estão diretamente ligadas às tragédias da natureza. São coisas indissociáveis.

Dá pra tomar vergonha na cara, fazendo um favor?

Obrigada!

3 comentários:

  1. Ontem vi na Ricardo Jafet poltrona de automóvel, semana passada lançamento de lata de cerveja e coco verde em plena via expressa. Hoje, reclamam dos 13 pontos de alagamento. Por favor, pára o mundo que eu quero descer.

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  2. Oi Denise,

    Nao acredito q o Brasil ainda continua assim.. progresso nao existe?
    Mas enfim, vc sumiu do orkut e perdi contato.. vc chegou a passar o Reveillon em Vegas? Eu tava la no dia 01 a dia 04.. imaginei q fosse "trombar" com vc em algum canto.
    Feliz Ano Novo!
    bjs

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  3. Mona,

    alou. Q pena nao ter te encontrado, fui pra VEgas sim, passei a virada na TAO, foi o máximo. Vou voltar em breve e vou pra San Diego, anota meu email, vamos combinar: denise.molinaro@uol.com.br

    Bj

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