Hoje eu li na Meio & Mensagem que no Brasil existem 47,1 milhões de solteiros.
A nota fala sobre o comportamento de consumo dessas pessoas, enquanto eu quero falar sobre o comportamento desse filão no âmbito dos relacionamentos.
Passamos pelo Dia dos Namorados e encostado na data veio o Dia de Santo Antônio, milagreiro casamenteiro católico, e, com o advento da exposição nas redes sociais, me decepcionei com a atitude das mulheres. Eu realmente entendo porque os homens se afastam com uma cruz no pescoço de mulheres que estão em busca de um casamento ou de um namorado, custe o que custar. Eu apoio os homens nesse sentido. Jogo no time deles.
O Dia dos Namorados é uma data criada pelo comércio para que os lojistas possam lucrar mais, apenas isso. Se vc namora e convive com a pessoa diuturnamente, sabe que um presente é apenas uma lembrança e não um ato que comprova o que a outra metade da laranja sente por você.
Eu fiquei assustada com as mensagens propagadas no status das mulheres no Facebook. No Twitter idem. Algumas beiram o ridículo, outras acusam falta de sanidade mental e outras declaram com veemência a exposição gratuita dos dissabores pessoais causados pela solteirice.
Estar solteiro não é o fim do mundo, independente da idade que você tenha. Ter alguém só para acusar o título de "namorando" ou "casado" não é uma atitude normal. Para estar junto tem que ter admiração, química, cumplicidade.
Sete dias antes do Valentine's Day começaram as manifestações. Conforme os feeds iam se atualizando, meu queixo ia caindo e minha mente trazia informações contrárias a minha linha de pensamento.
Eu vi fotos e pedidos de clemência a Santo Antônio, vi aquela tão idiota frase postada por diversas mulheres: "pq eu tenho que passar o Dia dos Namorados com um namorado se eu não passo o dia da árvore com uma árvore e o dia do índio com um índio". Vi mulheres adultas, já com a responsabilidade de mães, passando a vergonha de declarar no Facebook que queriam um cobertor de orelhas com urgência para o dia 12/06. Vi aquela foto fatídica: "me alugo para o Dia dos Namorados, tiro foto, vou a festas".
O que ficou claro pra mim é que não importa se o homem é pobre, rico, alfabetizado ou tem dentes na boca, as mulheres querem um marido para chamar de seu, custe o que custar. Cobiçam a grama da vizinha, atiram no pretendente das amigas, postam em seus status que querem ir ao cinema ver um filme romântico e colocam no P.S. que estão ansiosas no aguardo de um convite...
Que situação lamentável!
Dia desses estava numa festa e um cara perguntou a uma amiga com pouco mais de 30 anos, "o que você está fazendo aqui na balada, vc é divorciada?"
Achei curiosa a observação do rapaz, não fosse ridícula. Um homem de 30 na noite está com a bola toda, além da pasta modeladora nos cabelos, já uma mulher com a mesma faixa etária está no lugar errado, ela deveria estar em casa, com a barriga no fogão alimentando seus rebentos com o peito vazando leite, descabelada e abatida.
Meu Deus, que visão deturpada, mas a culpa não é deles, é delas. Perto dos 30, as mulheres começam uma corrida desenfreada em busca do casamento. Mudam a postura, frequentam cursos de culinária, tomam passe no centro espírita, pedem a benção ao Bispo Macedo na terapia do amor oferecida pela Igreja Universal, enterram cuecas com o nome de possíveis pretendentes em solo fértil, colocam garrafa de pinga na encruzilhada com um pedido de casamento urgente mergulhado na cachaça, inscrevem-se em sites de matchmaker, vão a supermercados 24 horas durante a madrugada (onde os solteiros repõem os itens de suas geladeiras), dançam o "Asa Arreia" na micareta do Estância Alto da Serra, aprendem a cantar as músicas do Luan Santana para não fazer feio no Vila Country, matriculam-se na dança de salão, aplicam botox na testa, compram cintas modeladoras e fazem simpatias para encalhadas.
Daí, se nada disso tem resultado, chegam as 40 anos e querem descontar o encalhamento no mundo. Vestem-se como piranhas e saem na noite querendo competir com garotas de 20 e colocam a culpa nos homens, que não tem homem que preste, que todos são iguais, sem notar o comportamento desesperado que elas exalam junto com o adocicado perfume francês, usado para atrair os machos na noite; “Ah, o cheiro marca!”
Engraçado que pela vida profissional elas não lutam com igual força e crença.
Sujeitam-se a tudo. Leia-se: TUDO. Ficam com caras que acabaram de beijar outras bocas, agarram-se com homens que sustentam uma enorme aliança dourada na mão esquerda, imploram companhia, sobem bêbadas nas caixas de som das casas noturnas e rebolam feito a Carla Peres em atuação no É o Tchan.
Estar sozinha tem vantagens, assim como estar namorando também tem, por isso eu não entendo esse inferno existencial das mulheres desesperadas por um relacionamento, assim como não entendo a postura dos homens que enfiam o órgão fálico até no buraco da fechadura.
Calma, o mundo não vai acabar hoje, tenha higiene, piedade e decência com você mesmo (a).
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Denise Molinaro, tdo bem? Meu nome é Anderson, tenho 42 anos, saio para a balada com uma frequencia normal e tenho receio das mulheres que eu tenho encontrado. Vou acietar a sua sugestão e colocar uma cruz no pescoço. Esse é realmente o comportamento delas. Parabéns pelos textos.
ResponderExcluirParabéns pelo texto!!!!!!!
ResponderExcluirCompartilho com cada palavra e pensamento descrito.
Não é possível que as próprias mulheres não enxerguem o ridículo a que se expoem, implorando por uma companhia,
Perfeita a colocação: "que vão lutar com igual crença e força por suas vidas profissionais"
Denise, através do facebook cheguie nesse texto, que acheo absolutamente conveniente. n]os homens queremos uma mulher para ter um relacionamento sério, mas elas nao permitem, agem mesmo como desesperadas. Gostei da forma como você deu corpo a situação. Descreveu perfeitamente. Legal saber que tem mulher que entende o nosso lado.
ResponderExcluirBoa tarde Denise,
ResponderExcluirvoce descreveu muito bem a situação atual que vivem as mulheres quando se trata de relacionamentos. Mas esta situação, é provisóra, assim espero.
Infelizmente é natural o que ocorre hoje em dia, não me entendam mal, mas voces "mulheres" passaram por um longo período de "escravidão" e em determinados países ainda passam. Depois da tempestade vem a bonança. Acredito que dentro em breve encontrarão o equilibrio necessário, assim como nós homens. Muitas mudanças ocorreram neste século que passou, então, faço coro a voce "tenham calma meninas".
Achei bem interessante o texto, muitos parabéns. A mulher quando chega numa determinada idade dá para perceber a urgência em ter uma pessoa, se torna evidente demais por causa do estereotipo social que se vive.
ResponderExcluirMuitas vezes o ato de "ser feliz" fica para segundo plano!
Bom final de semana
Boa noite Denise, vi seu comentario sobre as mulheres acho interessante a emancipaçao feminina nas ultimas decadas e suas conquistas agora nao consigo entender a relaçao causa efeito dessa mesma emancipaçao, sera a falta da estabilidade emocional que as mulheres nao tem com as suas amigas,familia,relacionamentos e recorrem ao trabalho como sua tabua de salvaçao e tentam compensar com bens materiais,viagens e objetos futeis.
ResponderExcluirNo seu comentario refere 2 tipos de mulheres as caçadoras e as que querem ser caçadas independente da idade sera que esse julgamento e correcto.
Quando um filme como o sexo e a cidade vira o icone feminino eu pergunto que personagem e a sua.
Att
Rodrigo Costa